segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ponta Grossa é referência no tratamento gratuito de Hanseníase

Sabe aquela mancha que apareceu na sua pele e você foi deixando para ver depois? Você sabe que pode ser a doença Hanseníase? Muitas pessoas, por falta de tempo, por não dar a devida importância e por até mesmo preconceito e medo acabam não procurando tratamento para a doença. Ponta Grossa é referência no tratamento gratuito de Hanseníase através do Serviço de Atendimento Especializado (SAE).

Foto: Divulgação
Se você esta desconfiado daquela mancha branca ou vermelha que insiste em ficar na sua pele, tire a dúvida, vá até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência e marque uma consulta. Caso prefira, pode ir até o SAE e conversar com os especialistas de lá. “Qualquer pessoa pode ter hanseníase, por isso a importância de conhecer seu corpo e se perceber alguma macha, procure o nosso serviço”, comenta uma das responsáveis pela triagem dos pacientes e auxiliar de enfermagem, Vilma de Moras.

O SAE atende hoje, 25 pacientes que estão em tratamento. Estes são enviados pelas UBS, por demanda direta e ainda encaminhados pela 3ª Regional de Saúde.

Chegando até o serviço o paciente passará por uma triagem realizada pela equipe de enfermagem, preencherá o cadastro e saíra com consulta agendada para o próximo dia, com médico especialista de dermatologia. Se enquadrado como quadro de Hanseníase, ele já sai com a medicação no dia. Todos os casos de Hanseníase têm tratamento e cura, basta ter o diagnostico precoce.

Além dos tratamentos tradicionais, o SAE oferece a seus pacientes o departamento de fisioterapia, o ambulatório de feridas e uma psicóloga, se necessário. “O tratamento é completo, basta o paciente fazer sua parte e seguir as orientações da equipe. Se eles seguirem tudo corretamente a tratamento terá uma grande evolução”, comenta a fisioterapeuta, Silvana Piurkoski. O SAE oferece vale transporte para todos os pacientes irem para as consultas.
Foto: Divulgação

Conheça mais a doença

A doença é complicada, muitas vezes tratada erroneamente como micose. O que difere esta doença de pele de outras é a perda de sensibilidade (ao toque, calor e frio) no local da mancha, e a perda de pelo. Primeiramente, ela atinge a pele e depois os nervos.

A única forma de transmissão é pelo ar e pelo convívio prolongado (pessoas que moram na mesma casa). A pessoa pode adquirir o bacilo e ficar por anos incubado, escondido no organismo. Se a imunidade baixar, ela poderá aparecer.

Mães gestantes não passam para o bebê. Usar o mesmo talher, copo e ter contato com uma pessoa com Hanseníase não quer dizer que você será contaminado.

Formas de Hanseníase

A doença tem quatro formas: Indeterminada (quando o indivíduo tem menos de cinco manchas e elas são brancas), tuberculóide (aparecem bacilos, mas em quantidade pequena e vermelhas), dimorfa (lembra um mapa, forma esbranquiçada e as bordas destacadas e são mais de cinco manchas no corpo com formas diferenciadas), virchowiana (hansenomas, a mais forte, a que mais transmite).

Tipos de tratamento

São dois tipos de tratamento, os dois primeiros citados acima, tem durabilidade de 6 meses com comprimidos diários e também com dose supervisionada, onde o paciente vai todo mês no SAE para tomar a medicação na frente dos técnicos. Assim haverá a garantia que eles tomarão corretamente.

As outras duas formas o tratamento tem durabilidade de um ano, dependendo do caso, pode ser prorrogado a medicação. A partir do momento que o paciente começa a tomar a medicação, ele não transmite mais a doença.
Foto: Divulgação
Sobre o atendimento no SAE

O SAE tem uma equipe estruturada, composta por auxiliar de enfermagem, fisioterapeuta, psicóloga, serviço social e médico dermatologista a disposição dos pacientes.

Todos que procurarem o serviço passarão por consulta, se houver a suspeita de Hanseníase, será testada a sensibilidade da macha.

Além da análise médica, o paciente é submetido a exame laboratorial. Lembrando que também são checados os familiares para saber se alguém já teve a doença na família. Os pacientes também são acompanhados, por cinco anos.

Todos têm uma carteirinha para controle de retirada da medicação. Se o paciente não for retirar, o SAE faz a busca ativa.


O Serviço ainda tem um o Grupo de Apoio aos portadores de Hanseníase (GAPHAN), com encontros mensais e apoio de acadêmicos de serviço social da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Fonte: Prefeitura de Ponta Grossa

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