sábado, 16 de setembro de 2017

Meus Escritos: O Fim dos Modelos

Vivemos e morremos, cercados de modelos pré estabelecidos pela sociedade. Se temos um corpo “bonito”, somos valorizados. Se alcançamos uma boa nota na prova, ocupamos melhores lugares na sala. Se chegamos em primeiro na competição, as medalhas brilhantes nos aguardam.


Mas precisamos pensar, em todos aqueles, que não alcançam estes patamares. Nem sempre o primeiro lugar é o melhor. Alunos brilhantes já tiraram notas baixas também e vice-versa. Todos são capazes de melhorar a cada instante. Só depende da dedicação.
           
Estes dias, lendo uma reportagem, fiquei pensando sobre o que realmente é esforço? Um jovem pobre, sem qualquer chance real, com poucos estudos em seu histórico escolar, sai em busca de um trabalho para sobreviver. Descobre que existem vagas para faxineiro de uma faculdade. Vai correndo, repleto de esperanças. Era uma chance de verdade. A maior alegria, momento de puro êxtase, é escolhido para aquele trabalho digno e honesto.
           
Convive com novas pessoas, cultos e estudiosos, alunos, funcionários e professores. Passado algum tempo, é chamado pela diretoria do estabelecimento. Pedem a ele, que continue seus estudos, e em breve receberá uma bolsa para um curso de sua escolha naquele local. Sem quase acreditar, sai a luta. Termina o ensino fundamental e médio. Apresenta seus documentos regularizados e começa o ensino superior.

Dedicação total, com excelentes notas, chega o dia da formatura. Aquele antes faxineiro, agora com um diploma em mãos. Aquelas mãos sofridas, calejadas, agora cuidadas e segurando sonhos mais próximos de serem alcançados. E finalmente, esta história tem um fim fantástico, pois este jovem, é convocado para um teste seletivo de professor desta faculdade e consegue a primeira colocação. O antes faxineiro, agora um formador de opinião.

Todo este exemplo, pode ser a nossa vida também. Temos inúmeros casos ao nosso redor, de pessoas que foram a luta, enfrentaram intempéries, e tiveram sucesso ou não, mas nunca desanimaram.
           
Quando tomávamos, uma latinha de Coca Cola, em tempos atrás, se prestássemos atenção, veríamos histórias brilhantes e emocionantes, nelas impressas. Catadores de alumínio e recicladores, falam sobre como venceram as piores barreiras que a vida lhes impôs. Chocantes mas muito incentivadoras para todos aqueles, que tem tudo fácil ao seu redor, e muitas das vezes, não dão o devido valor.
           
Se somos trabalhadores, temos saúde perfeita, uma família que nos ama, não precisamos ficar fazendo comparações. Estes “modelos” impostos pela sociedade da “beleza”, onde magros e gordos são diferenciados, brancos ou mulatos, cultos e incultos, é simplesmente uma falta de respeito e compreensão da diversidade humana e social. Uma “modelo” que come tudo o que tem pela frente e depois busca um banheiro para jogar tudo fora, estragando o seu próprio corpo, não tem nada de exemplar. É um rito profissional, pois ao contrário, são jogadas fora, como algo descartável e desprezível.

Quantos baseados em seus “pré-conceitos”, ignoram o seu semelhante pela cor da pele. Triste isso, algo detestável, pois ninguém é proprietário da genética, é a natureza. Negros foram escravizados e mortos, albinos foram utilizados como cobaias vivas, brancos são mortos a todo instante, e mesmo assim, não conseguimos alcançar a harmonia de sentimentos baseados no respeito.

Concluindo, temos que diariamente, pensarmos que metas e objetivos são de suma importância, mas jamais, tentarmos estabelecer “modelos”, pois olhando para o lado espiritual, temos Jesus como modelo de vida, o qual mesmo maltratado e humilhado não esquece de nós em nenhum segundo, mas nós é que deixamos Ele de lado.

Reflita: Uma pessoa é capaz de conseguir qualquer coisa se o seu entusiasmo não tiver limites.” (CHARLES SCHWAB).

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