terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ponta Grossa - Espetáculo “Antígonas” na Praça da Catedral Sant’Anna marcar o 45º FENATA

Apresentando o texto clássico de Sófocles numa versão popular para o teatro de rua, traz o épico e o dramático à cena, numa harmoniosa combinação Foto: divulgação
Espetáculo “Antígonas” no dia 13 de novembro, 10h, na Praça da Catedral Sant’Anna em Ponta Grossa.

A Cia Fábrica São Paulo apresenta o texto clássico de Sófocles numa versão popular para teatro de rua como parte da programação do 45º Festival Nacional de Teatro (FENATA). De um modo claro, mas sem perder a força da história, esta tragédia escrita em 440 AC ganha uma nova roupagem e a relação com o tempo atual torna-se inevitável. A intolerância de Creonte e a transgressão de Antígona colocam esta peça como a mais atual entre todas as peças gregas.
Foto: divulgação
A encenação nasce de uma proposta cenográfica da Cia. Fábrica São Paulo para o diretor Mário Santana. Uma carretinha baú, utilizada no próprio transporte dos materiais de cena, desdobra-se numa estrutura de 06 palcos que somados a 03 plataformas móveis elevam o elenco do chão, possibilitando visibilidade e dinamismo na execução das cenas e das músicas, tocadas e cantadas ao vivo pelos próprios atores. A dramaturgia elaborada por Calixto de Inhamuns propõe aos atores serem ora narradores, ora personagens que povoam a tragédia de Sófocles e, numa linguagem acessível a todos, traz o teatro épico e o dramático para a cena, numa harmoniosa combinação.

Uma das sete peças sobreviventes do grego Sófocles, a tragédia "Antígona" tem início um dia após o exército de Argos ter sido derrotado nos portões de Tebas. Os dois filhos de Édipo, Etéocles e Polinice, legítimos herdeiros do trono tebano, lutaram em lados opostos e foram mortos um pelas mãos do outro. Com a vacância do trono o seu tio Creonte proclama-se rei e anuncia seu primeiro decreto: Eteócles que lutou na defesa de Tebas será sepultado com todas as honras que merecem os grandes heróis, quanto a Polinice, que lutou ao lado do inimigo, este permanecerá insepulto e seu corpo ficará exposto a sanha das aves carniceiras. Antígona, sentindo o direito de enterrá-lo, contrapõe o decreto real e sepulta o irmão. Ao saber de sua transgressão, Creonte intransigente não dá ouvidos aos apelos de todos e condena Antígona à morte, desencadeando uma série de acontecimentos trágicos.

SINOPSE: A luta solitária de Antígona - resistindo às vozes que lhe são impostas - é forte o suficiente para acarretar a derrocada do poder em Tebas e, ao mesmo tempo, desvela o desamparo daqueles que a um preço alto se responsabilizam por aquilo que lutam.

HISTÓRICO DO GRUPO: A Cia. Fábrica São Paulo de 1986 a 1992 manteve sua sede de trabalho num antigo edifício no bairro da Penha – o Cine São Geraldo. Os primeiros espetáculos ocupavam construções arquitetônicas não comumente utilizadas pelas artes cênicas. EPISTEMOLOGIA DO MEDO, EBENEZER, EM PRETO E BRANCO, EXPRESSO EXPRESSÃO e PAULA são os espetáculos desse período. A partir de 1990 produz espetáculos em formato de arena, apresentados em praças e espaços alternativos, atingindo uma média de 200 apresentações e 35 mil pessoas por ano.  São eles: O ARQUITETO E O IMPERADOR DA ASSÍRIA, de Fernando Arrabal; EM ALTO MAR, de Slawomir Mrozec e MACBETH, de William Shakespeare. No fim da década de 90, convidam o inglês Robert McCrea para a direção de dois projetos: a estreia de A FALECIDA de Nelson Rodrigues no Festival de Cantebury, Inglaterra, e a segunda montagem de MACBETH. Em 2002, a Companhia é contemplada pela primeira vez pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e inaugura, em fevereiro de 2004, o TEATRO FÁBRICA. No mesmo ano, estreia PEQUENOS BURGUESES, de Máximo Gorki. A partir de 2004, o grupo investe numa pesquisa que busca sistematizar a constituição do ator a partir de sua memória pessoal e historicidade, resultando na produção dos espetáculos GÊNERO HUMANO e ENSAIO PARA UM ESPETÁCULO. Em 2009, após ser contemplada pela quarta vez pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, estreia O OUTRO PÉ DA SEREIA na unidade do SESC Paulista e publica o livro MEMÓRIAS DE OUTRO MAR – PESQUISA ARTÍSTICA DA CIA. DE TEATRO FÁBRICA SÃO PAULO. Atualmente, circula com os espetáculos ANTÍGONAS, Prêmio Zé Renato 2015/SMC, e A CONFECÇÃO DA QUEDA, Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010/MINC.

SERVIÇO
13/11 (segunda-feira) - 10h - Local: Praça da Catedral Sant’Anna, entre as Rua Eng. Chamber e a Rua Sant’Anna, Centro, Ponta Grossa –PR.
Duração: 60 minutos
Classificação Etária: Livre
Entrada gratuita

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Calixto de Inhamuns
Direção: Mário Santana
Elenco: Amanda Moreira, Marina Branco, Roberto Rosa, Silvia Pecegueiro
Direção Musical: Marcelo Onofri
Ritmos e Preparação Musical: Chico Santana
Figurino: Cássio Brasil
Concepção Cenográfica: Cia. Fábrica São Paulo
Projeto Carretinha/Palco: Roberto Rosa e João Donda
Produção: Roberto Rosa e Lina Agifu
Realização: Cia. Fábrica São Paulo e 45º FENATA

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